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20 years (BRA)
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Filmes Favoritos:

1. Short Cuts, de Robert Altman
2. Magnólia, de Paul Thomas Anderson
3. Central do Brasil, de Walter Salles
4. Brokeback Mountain, de Ang Lee
5. The Godfather: Part II, de Francis Ford Coppola
6. Goodfellas, de Martin Scorsese
7. Copie Conforme, de Abbas Kiarostami
8. Shame, de Steve McQueen
9.. 12 Angry Men, de Sidney Lumet
10. Pulp Fiction, de Quentin Tarantino
11. The Wrestler, de Darren Aronofsky
12. Cabaret, de Bob Fosse
13. Anomalisa, de Charlie Kaufman
14. Paths Of Glory, de Stanley Kubrick
15. Hable con Ella, de Pedro Almodóvar
16. Before Trilogy, de Richard Linklater
17. Thelma e Louise, de Ridley Scott
18. Funny Games, de Michael Haneke
19. To Kill a Mockingbird, de Robert Mulligan
20. Boogie Nights, de Paul Thomas Anderson

Cineastas Favoritos:

1. Paul Thomas Anderson
2. Abbas Kiarostami
3. Michael Haneke
4. Billy Wilder
5. Martin Scorsese
6. Stanley Kubrick
7. Alfred Hitchcock
8. Spike Jonze
9. Pedro Almodóvar
10. Quentin Tarantino

Personagens Femininas Favoritas:

1. Dora: Fernanda Montenegro em "Central do Brasil"
2. Elle: Juliette Binoche em "Copie Conforme"
3. Thelma e Louise: Geena Davis e Susan Sarandon em "Thelma e Louíse"
4. Celine: Julie Delpy em "Before Trilogy"
5. Norma Desmond: Gloria Swanson em "Sunset Blvd."
6. Sara Goldfarb: Ellen Burstyn em "Requiem For a Dream"
7. Sally Bowles: Liza Minnelli em "Cabaret"
8. Mia Wallace: Uma Thurman em "Pulp Fiction"
9. Annie Hall: Diane Keaton em "Annie Hall"
10. Kathy Selgen: Debbie Reynolds em "Singing in The Rain"

Personagens Masculinos Favoritos:

1. HAL 9000: Douglas Rain (voz) em "2001 A Space Odyssey"
2. Tommy De Vito: Joe Pesci em "Goodfellas"
3. Alex Delarge: Malcolm McDowell em "Clockwork Orange"
4. Norman Bates: Anthony Perkins em "Psycho"
5. Sargento Hartman: R. Lee Hermey em "Full Metal Jacket"
6. Atticus Finch: Gregory Peck em "To Kill A Mockingbird"
7. Charlie Kaufman: Nicolas Cage em "Adaptation."
8. Joel Barish: Jim Carrey em "Eternal Sunshine of the Spotless Mind"
9. Jules Winnfield: Samuel L. Jackson em "Pulp Fiction"
10. Llewyn Davis: Oscar Isaac em "Inside Llewyn Davis"

Últimas opiniões enviadas

  • Gabriel

    Seria extremamente raso dizer que Michael Stone não consegue diferenciar as vozes que escuta pelo fato de estar em depressão. Aos poucos, algumas camadas da personalidade do protagonista vão sendo expostas para o público, em uma analogia muito bem conduzida sobre o que se tornou o indivíduo contemporâneo: apático, egoísta, superficial e egocêntrico.

    Mesmo sendo representado por um boneco, o protagonista é desenvolvido de maneira muito humana, através de momentos triviais que reforçam seu desinteresse em relação ao mundo. Sua crise existencial é motivada por um constante delírio narcisista, até o ponto que se torna alguém esquecível, que passa pela vida das pessoas sem deixar nenhum tipo de marca ou legado. Refém de carinho e atenção, mas sem nada a oferecer em troca, sem nenhum contraponto.

    Em meio a tudo isso, surge Lisa. Não há um recurso narrativo explicativo ou uma lógica coesa nos pensamentos de Michael que traga respostas ao público, mas, por algum motivo, a sua voz soa diferenciada. E a composição da personagem é riquíssima: traz consigo muita insegurança, evidente desconforto para externalizar seus sentimentos e um deslumbramento por Michael, já que ela havia ido até o hotel justamente para ver sua palestra.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Há, inevitavelmente, um envolvimento, que Michael investiu ao máximo com medo de perder aquele momento único. Entre os dois, diálogos belíssimos, quase sempre conduzidos pelas confusas palavras que saíam pela boca de Lisa, visivelmente nervosa e sem entender o porquê de ter sido “escolhida”, visto que se considera uma sem atrativos, estranha, incomum. Uma anomalia.

    Mas, após momentos muito singelos e emocionalmente nostálgicos para Michael, o protagonista passa a ter consigo um anseio de posse, retornando para todos aqueles sentimentos expostos por aqui.

    A cada perturbação que Lisa o causa (todas banais, mas irritantes na cabeça de Michael), sua voz vai sumindo em meio a ruídos que remetem a entonação dos sons que ele sempre escuta.

    A vida lhe deu uma oportunidade, mas sua dominante egolatria não deixou com que aquela noite não passasse apenas de mais um momento como qualquer outro, ao ponto de ter um sonho em que tudo novamente girava a sua volta.

    Incômodo, inteligente, real. Anomalisa é um marco.

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  • Gabriel

    Talvez o sentido da vida não seja viver sonhando. Esse pensamento, nos ocupando constantemente, pode tornar o "agora" chato e sem cor. Paterson não tem grandes ambições, se assusta com coisas triviais que fujam de sua regrada rotina (violão, telefone, "aviso" sobre o cachorro) e, acima de tudo, vê encantamento no que, para muitos, representa o vazio.

    Aqui, a "felicidade de ser mais um" é representada de forma sincera e singular. Nunca afirmada, apenas vista através de uma pessoa que não está disposta a ser afetada por estresses do dia a dia. O real sentido da vida pode estar no simples acordar ao lado da pessoa amada.

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  • Gabriel

    Nada tem a capacidade maior de nos mudar do que outro alguém. Aqui, entendemos, a partir de uma trajetória riquíssima de provação e conhecimento, como é muito mais fácil ser uma pessoa ruim do que uma pessoa boa.

    Ser egoísta, sacanear as pessoas que depositam fé em você. Não requer nenhum esforço e te mantem na zona de conforto. Através de uma viagem gigantesca, em que a personagem Dora vê Josué horas como um "fardo" e horas como um filho, descobrimos o quanto uma moral dúbia nesse tipo de caso ajuda no enriquecimento da personalidade de alguém.

    Aliás, ninguém é 100% bonzinho. Não passa de uma máscara. E Walter Salles compreende isso. Expondo uma protagonista que não se relaciona bem, não está disposta a desafios e vivia confortável dentro de sua solidão. Acima de tudo, esse é o filme mais humano que já assisti.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Vinicius
    Vinicius

    Olá, Gabriel! Tudo bem, e com você?

    Bom, eu detestei "Os suspeitos" por dois motivos principais. Primeiro, porque achei que ele não soube construir o clima de tensão e paranoia de que deveria se servir, sendo um thriller como ele pretende. Tudo fica muito jogado, óbvio, esquemático (o drama familiar, a indignação dos personagens, a pressão crescente, etc.). "Seven" e "Zodíaco" dão um pau nele.

    Mas, pior ainda, é que eu acredito que este filme realiza uma reflexão sobre as prisões secretas americanas (e seus métodos de tortura) não para condená-las, e sim para demonstrar como podem ser úteis. A lógica que diz que para proteger sua família não importam todos os limites que tenham que ser transpostos é perigosa, nefasta, ainda mais porque leva o público a concordar com as ações de um cara que, afinal, realmente comprovou estar certo, mesmo sem ter provas. Tal pensamento fundou Abu Ghraib e vai ganhar um reforço com Trump, que já declarou apoiar o afogamento simulado. Em tempos como os nossos, "Os suspeitos" se mostra mais do que uma simples história, ele traz uma mensagem nociva, covarde e reacionária, tudo de que não precisamos.