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Últimas opiniões enviadas

  • Gustavo Carvalho

    Em tempos sombrios, Moonlight trás uma submersão profunda sobre a vida e o impacto que o ser humano esta causando no próximo. É um alerta, para conhecer o ser humano como ele é, não como você quer que ele seja. Se não pode amar ou respeitar alguém por suas diferenças pequenas, vá viver sua vida sob a luz do luar.

    Chiron não é apenas um personagem, ele fala por todos aqueles que em suas vidas foram perseguidos por outras pessoas, se isolando e se perdendo em si mesmo. É um personagem de poucos palavras e um silencio enorme, mas seus olhos gritam desespero, solidão e dor. Sempre dizendo "estou bem", enquanto algo ali no fundo dos seus olhos suplica por ajuda, carinho, respeito e amor. Pessoas não nascem quebradas.

    O roteiro misturado de dor, luta e silencio não nos poupa ao falar diretamente sobre o impacto que um ser humano causa no outro. É em profunda tristeza que encaramos o quanto não se trata apenas de uma ficção, mas sim de uma realidade sombria que algumas pessoas vivem todos os dias, mas sem câmeras, roteiros ou edições.

    Moonlight não é apenas sobre sexualidade, mas também sobre: solidão, deslocamento, impacto humano, enganação, bullying e etc. É sobre uma unica verdade que a maioria das pessoas esqueceram: Somos todos humanos, ainda que nossas cores ou sexualidades sejam diferentes. E que nossas pequenas diferenças também precisam de amor e respeito.

    Acredito que Moonlight trás uma perspectiva do quanto as pessoas deixaram de conhecer como o ser humano é em seu interior, para se prender agressivamente nessas diferenças pequenas como cor, sexualidade, religião, raça e etc. Em uma diversidade complexa e linda que o ser humano é em seu interior, ainda me pergunto o porque das pessoas serem tão obcecadas pela sexualidade ou cor alheia. O erro não esta na diferença do próximo, mas sim acreditar na ideia de que existe um padrão humano. Não existe. Somos quem devemos ser. Livres. Únicos.

    Aspectos técnicos: antes de tudo, Moonlight trás representatividade com um elenco impecável de atores negros/negras, mas não entenda que a temática aqui imposta é só para aqueles que ali foram representados... Não! É para todas as cores e pessoas que são caçadas por serem quem são. A fotografia é deslumbrante, assim como a trilha sonora, que transmite tudo o que filme quer dizer. Muitas vezes a sonoridade é sufocante, angustiante, assustadora.. mas sem perder sua leveza.

    O longo e cansativo caminho do nosso querido personagem, termina em um final cru, que em toda sua simplicidade deixa claro um suspiro de alivio de uma criança que passou a vida inteira querendo ser amado por quem era. Não importa o quão adulto nos tornamos, aquela criança que já fomos ainda estará conosco, em alguns com uma força mais forte e em outros quase inexistente. Não sabemos qual sera agora o caminho do personagem, deixando claro o quão a vida é enigmática, mas é bom ver que aquele personagem que seguimos foi tocado com carinho mais uma vez por alguém.

    Ps: Esta tudo bem, você é importante e é aceito. Não peça desculpas por existir.

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  • Gustavo Carvalho

    Mahershala Ali venceu o premio de melhor ator coadjuvante no SAG Awards por sua atuação em Moonlight e ainda nos presenteou com um discurso lindo:

    "O que eu aprendi trabalhando em Moonlight é que você vê o que acontece quando se persegue as pessoas. Elas se dobram dentro delas mesmas. Eu agradeço a oportunidade de interpretar Juan porque foi como interpretar um cavalheiro que viu um jovem rapaz se fechando nele mesmo, como o resultado da perseguição de sua comunidade, e aproveitou a oportunidade para elevá-lo, e dizer que ele importa, que estava tudo bem e que ele era aceito. E eu espero que nós façamos um trabalho melhor nisso.

    Nós ficamos presos nas minúcias, nos detalhes que nos tornam diferentes. Acho que existem duas maneiras de olhar para isso... Existe a oportunidade de ver a textura daquela pessoa, as características que a fazem única, e existe também a possibilidade de entrar em guerra por conta disso. Minha mãe é pastora. Eu sou muçulmano. Ela não deu pulos de alegria quando eu contei que me converti, 17 anos atrás. Mas eu digo a vocês agora: nós deixamos isso de lado. Eu sou capaz de vê-la, e ela é capaz de me ver. Nós nos amamos, o amor cresceu. E aquela diferença é minúscula, não é importante."

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  • Gustavo Carvalho

    Estrelas Além do Tempo venceu o premio de melhor elenco no SAG Awards e Taraji ao lado de suas colegas -emocionadas- de trabalho fez um discurso lindo:

    "Este filme é sobre união. Estamos aqui como atores orgulhosos, agradecendo a cada integrante desse sindicato incrível por votar em nós, por reconhecer nosso trabalho duro. Mas nos apoiamos nos ombros de mulheres que são três heroínas americanas: Katherine Johnson, Dorothy Vaughn, Mary Jackson. Sem elas, não saberíamos como chegar às estrelas. Essas mulheres não reclamavam sobre seus problemas, suas circunstâncias, os problemas. Todos nós sabemos o que estava acontecendo naquela época. Elas não reclamavam. Elas focavam em soluções. E assim, essas mulheres corajosas ajudaram a colocar o homem no espaço. Não podemos esquecer dos homens corajosos que também trabalharam com a gente. Que Deus dê descanso a sua alma em paz, John Glenn. Esta história é sobre o que acontece quando colocamos nossas diferenças de lado e nos unimos como raça humana. Nós vencemos, o amor vence, todas as vezes. Muito obrigada por valorizar o trabalho que fizemos. Muito obrigada por valorizar essas mulheres. Elas já não são figuras escondidas. Obrigada."

    Anota aí: "Esta história é sobre o que acontece quando colocamos nossas diferenças de lado e nos unimos como raça humana. Nós vencemos, o amor vence, todas as vezes."

    Sem mais.

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