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Últimas opiniões enviadas

  • Rogério

    "Sou tudo isso, mas também já tive uma mãe, pai, irmão e irmã. Eles me amavam."
    E assim, Agu encerra seu diálogo, como se fosse uma versão mirim de Rorscharch, mas ainda muito mais precoce.

    "Beasts of No Nation", primeira produção cinematográfica do Netflix, nos remete a House of Cards: a Netflix sabe como é importante a primeira impressão. E que primeira impressão. Investindo num projeto de risco, contratando astro de Holywood e colocando uma das revelações da atualidade em direção para comandar o projeto, é impossível dizer que "Beasts of No Nation" não é ao menos um ótimo filme.

    A narrativa que conta a história de Agu, um garoto africano que vive em uma região de paz da ONU e vê essa paz esvair quando facções e milícias governamentais tomam o lugar, nos conduz para o amadurecimento do nosso jovem protagonista. Ele que vive assombrado por mortes e pela falta da mãe, se mostra um "ótimo seguidor".
    Apesar de ser longo e ter algumas gorduras, o filme consegue de forma crua e nua retratar o inferno pelo qual o menino passa para se tornar homem. Fukunaga, aproveita do misticismo que a região permite, lembrando um pouco do seu ótimo trabalho com True Detective, e dá um tom ainda sombrio a mais a história, que em certos momentos parece um conto de fadas maldito, regado a sangue e violência. O longa ainda nos presenteia com uma ótima fotografia, que em muitos momentos lembra Malick em "Além da linha Vermelha" e em "Dias no Paraíso", como também Riddley Scott em "Gladiador".

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    É emocionante ver as cores mudando na tela sobre o efeito de entorpecentes e ainda mais no plano sequência, onde ainda entorpecido, Agu se sente traído por uma mulher que seria sua mãe.

    Cru, visceral, forte... A Netflix vem para mostrar que sabe fazer cinema também, e nós vamos para ser agraciados por boas obras. Agu é e foi apenas mais uma vítima de um sistema falido e de pessoas irracionais, mas além disso, ele vem para nos mostrar que no fundo todos somos bestas e demônios, por mais que alguns sejam simples crianças.

    [spoiler][/spoiler]

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  • Rogério

    "Algumas pessoas acreditam que o passarinho quando morre vai para o céu dos passarinhos e lá vai ver o Sol brilhar pela eternidade. Ainda tem os que acreditam que o pássaro que morreu estava lutando contra vidraça e vai virar um mártir, terá direito a vinte a aves que nunca acasalaram e ao eterno prazer. Mas o pai, o pai não acredita nisso... e ele não pode falar isso. - Não, não pode."
    O amor entre duas pessoas é o tema mais comum da história em todo e qualquer tipo de arte. Desde os desenhos rupestres nas cavernas, passando pelas cantigas, pinturas, estatuas de mármore, música, literatura e finalmente, cinema. Mas resumir esse filme apenas como mais uma história de amor banal seria uma grande injustiça.
    Alabama Monroe não é a história de duas pessoas que se apaixonam e vivem esse amor. Alabama Monroe é a história de duas pessoas que apaixonam e veem esse amor ruir diante as intempéries da vida, é a amarga sensação de desconstrução e desapego a própria vida.
    Didier e Elise parecem duas pessoas muito simples e despojadas, vivendo sem nenhuma grande responsabilidade, e dessa forma se encontram e se apaixonam à primeira vista. No decorrer desse relacionamento vemos ele, que ao mesmo tempo músico e dado aos prazeres da arte, tem uma perspectiva muito racional da vida, e ela, muito emotiva. Vale entender que o modo como o dois interpretam os acontecimentos são apenas soluções corretivas, e não atos preventivos. Essa frieza ou aquela emoção nada privam deles da dor.
    É muito difícil apontar pontos negativos numa história tão sensível e realista, sem nenhum momento ser piegas. O diretor foi muito feliz no modo que montou o filme, usando flahsbacks, fazendo transições dentro da cronologia da história que ajudam o espectador a se aprofundar mais ainda nessa história. Além disso, a trilha sonora é marcante, é mais um ator em cena, fazendo o papel de desestruturar ou de levantar o humor em todos os momentos que aparece.
    Bom, esse filme é do tipo que você vai sair sentido um soco no estomago, um pouco de dor de cabeça, até pode acontecer de sentir o suor escorrendo no rosto, mas ainda assim muito sensibilizado com essa história, cujo qual, nos ajuda a levantar importante questões: se somos como Didier, frios e inabaláveis, ou como Elise, emotivos e incorrigíveis.

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  • Rogério

    "E depois? E depois..."
    Se Ida fosse um título em português, eu certamente diria que se trata da história de uma personagem que traça um caminho de ida, sem voltas, sem regressão. Mas Ida, é o nome da nossa protagonista. Crescida num convento de freiras, pois fora abandonada pelos pais durante a Segunda Grande Guerra, ela é avisada sobre a existência de uma tia e é convidada a conhece-la. A partir daí, como num anagrama, começa o caminho de Ida. O filme que tem por trás de si um roteiro simples, tem sua excelência exprimida sob o viés artístico da obra. A película dicromática, marcada por curtos diálogos, longos silêncios, silêncios inteligentes e autoexplicativos, momentos de olhares e gestos sintetizantes demonstram a exímia eficiência do diretor Pawel na realização do filme. Belíssimo seria o mínimo a se dizer.
    Como numa obra de história em quadrinhos, cada frame é uma bela fotografia, cada quadro traz ao mesmo tempo o essencial e um monte de informação, como numa tela de um desenho rebuscado, cheia de detalhes, que apenas ajudam a demarcar o sentimento que o ator buscar retratar, ou melhor, relatam de forma mais completa o que o diretor que dizer.
    Contudo, talvez não seja uma grande obra que vá marcar o cinema na história, mas ainda sim vale muito a pena ser visto, ser surpreendido pelas “n” formas que o diretor usa para contar a história sem ser por meio de diálogos e textos, vale a pena pela bela fotografia, pela construção ou melhor, pela desconstrução da protagonista, que saindo do recinto santos e sendo tocada pelos antigos pesadelos da família, toma um novo rumo na vida.

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